Com a chegada do outono, é comum observarmos uma redução da umidade do ar, aumento da concentração de poluentes e maior circulação de vírus respiratórios. Esse cenário favorece sintomas como congestão nasal, ressecamento da mucosa, sangramentos nasais, crises de rinite e infecções de vias aéreas superiores.
Nesse contexto, a lavagem nasal com solução salina se destaca como uma medida simples, segura e baseada em evidências para auxiliar na higiene e proteção das vias aéreas superiores.
Segundo o Manual de Lavagem Nasal na Criança e no Adulto, elaborado por especialistas da ABORL-CCF e da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica, a lavagem nasal pode ser indicada tanto para higiene e umidificação nasal quanto como medida complementar no manejo de:
• rinite alérgica e não alérgica
• rinossinusites agudas e crônicas
• adenoidite
• sintomas inespecíficos, como congestão, secreção e gotejamento pós-nasal
• sangramentos nasais relacionados ao ressecamento da mucosa
Além da limpeza mecânica, os estudos apontam que a irrigação salina pode:
• reduzir a viscosidade do muco
• melhorar o transporte mucociliar
• diminuir edema da mucosa
• auxiliar na remoção de mediadores inflamatórios, alérgenos e biofilmes
Outro ponto importante é a adesão. O benefício da lavagem nasal depende diretamente da técnica adequada, do conforto do paciente e da escolha correta do dispositivo e do volume utilizado. O manual reforça a importância da orientação profissional para melhorar a eficácia e a segurança do procedimento.
⚠️ Alguns cuidados são fundamentais:
• utilizar solução salina em temperatura ambiente ou levemente aquecida
• evitar pressão excessiva durante a aplicação
• higienizar corretamente os dispositivos
• preferir soluções isotônicas para uso frequente, especialmente em crianças
Mais do que um hábito de higiene, a lavagem nasal pode atuar como estratégia complementar de prevenção e controle de sintomas respiratórios, especialmente nos períodos de clima mais seco.
Fonte: Manual de lavagem nasal na criança e no adulto. São Paulo: ABORL-CCF – Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica, 2023.





